1001 VOZES NA DUBLAGEM
Ministrante: Zé Adão Barbosa
Público: A partir de 16 anos
APRESENTAÇÃO:
Zé Adão Barbosa conheceu a dublagem em 1986 quando dublou seu personagem e de outro ator no premiadíssimo “O dia em que Dorival encarou a guarda” de Jorge Furtado e José Pedro Goulart. Ficou apaixonado por atuar apenas com a voz, daí dublou filmes, séries, e no programa “Histórias de Porto Alegre” da Rádio Gaúcha em que, durante seis anos, contava “causos” muitas vezes fazendo as vozes de vários personagens.
Neste curso, partindo de um estudo vocal, o professor trabalha as infinitas nuances, timbres, ritmos, sotaques e emoções para poder criar centenas de personagens diferentes.
Na dublagem, a voz é apenas o instrumento, enquanto a atuação (interpretação) é a verdadeira chave do processo. No mercado profissional, o dublador é, antes de tudo, um ator especialista em voz ("voice actor") capaz de transferir toda a carga dramática, o ritmo e a emoção de uma cena sem o auxílio da expressão corporal visível.
O Papel Técnico e Artístico da Voz
• Interpretação vs. Imitação: O objetivo não é apenas ler o texto ou imitar sons, mas sim recriar a intenção emocional construída pelo ator original no idioma local.
• Flexibilidade Vocal: O profissional precisa treinar sua elasticidade vocal para transitar entre diferentes idades, timbres (vozes mais limpas, roucas ou ásperas) e caricaturas.
• Domínio do Microfone: Diferente do teatro, onde há grande projeção de voz, o estúdio exige controle absoluto de ruídos corporais e movimentos mínimos devido à extrema sensibilidade dos equipamentos.
• Sincronia Labial (Lipsync): Ajustar a velocidade da fala e as pausas de respiração para que as palavras em português se encaixem perfeitamente nos movimentos da boca do personagem na tela.
top of page
bottom of page

