Ao mestre com carinho.
Conheci o Zé em 2002.
Desde então, é personagem fundamental na minha vida.
Com ele, aprendi uma porção de coisa: conheci Marlene Dietrich, me apaixonei por Nelson Rodrigues, aperfeiçoei meu trabalho, melhorei, progredi.
E continuo aprendendo.
O Zé me ensina a dar importância ao que realmente tem importância: os amigos, as paixões e o teatro.
E a ser uma atriz e uma criatura sempre melhor.
Zé Adão Barbosa entrou na minha vida pra chacoalhar a minha alma.
Mestre.
Luiza Ollé (Atriz) |

Me foi dada uma missão, falar um pouco sobre a minha experiência com o Zé Adão Barbosa. Logo me perguntei, sobre quem eu falo? Sobre o mestre, o grande ator, o ser humano maravilhoso, ou o amigo fiel? Acho que todos esses fazem do Zé Adão uma pessoa única, com a qual aprendi as poucas coisas que sei sobre teatro. Toda a vez que um texto cai nas minhas mãos eu lembro de todos os ensinamentos dele, em como partiturar um texto, nas ações internas, nas experiências de vida, pois mais do que ensinar teatro, o Zé ensina sobre a vida. O ano de 2002 foi um marco na minha vida, pois junto com o Zé eu me descobri artista, mais do que atriz, produtora, realizadora, aprendi com ele o que realmente é ser artista, muitas vezes sem técnica, sem pesquisas, sem teoria, mas com toda a paixão que arte pode ter, e isso quem me ensinou foi o Zé Adão Barbosa. Meus olhos enchem de lágrimas quando me lembro do olhos brilhantes dele no dia do meu teste para o ingresso no formação, nunca tinha visto o Zé na minha vida, só sabia da história dele, e ele estava ali, de coração aberto para todos aqueles aprendizes de artistas. O Zé é o grande formador de artistas deste estado, alguns podem ir para caminhos completamente diferentes mas com certeza a paixão que existe na sua vida tem a mão e o coração do Zé Adão.
Muito obrigada por me fazer artista e apaixonada.
Ana Carolina Moreno (Atriz e produtora cultural) |
Quando me perguntam (e isso é bastante comum) - "Onde
devo estudar para ser ator?" - a minha resposta automática
costuma ser: procura o Zé Adão Barbosa. Para mim, ele
sempre foi referência segura no ensino da interpretação
dramática - no teatro e no cinema. Creio que o Zé tem uma
sólida formação teórica, que, combinada com sua extensa
prática de palco e na frente das câmeras,
fazem dele o instrutor ideal para quem deseja
se aprimorar nas técnicas de atuação.
Carlos Gerbase (Jornalista e Cineasta) |
Escrever sobre minha experiência com Zé Adão é um grande prazer. Meus sentidos recuperam cheiros, sons, imagens que marcaram minha vida e que foram determinantes para construir meu caminho como artista. Aguçar os sentidos e estar sempre em movimento. Perceber a intensidade de cada palavra falada. Não ser raso, superficial.
Hoje, percebo o cuidado que tenho com a minha criação e atuação. Busco um frescor, uma intensidade que aprendi nas aulas e nos longos ensaios do “Despertar da Primavera”, espetáculo que me transformou como pessoa e como artista.
Zé Adão foi, sem dúvida, um grande mestre. Sábio em suas colocações e provocações, acreditou no meu trabalho e apostou na atriz que eu poderia me tornar. E é por isso que será sempre lembrado por mim com grande carinho e admiração.
Carol Cony (Atriz e Artista Circense Intrépida Trupe) |
O Zé foi um dos meus primeiros mestres de teatro. E quando falo dele me lembro de suas frases clássicas - quem que estudou ou trabalhou com ele que nunca escutou essas frases – ‘’Cada um sabe o tamanho do ator que quer ser’’ e ‘’ o ator bebe de todas as fontes’’, pequenas frases e de suma importância que revelam um ponto forte do Zé que é a parte intelectual do ator. E com certeza essas pequenas frases do Zé que me fizeram acordar pro teatro. O Zé é um baita profissional que vem alegrar nossos dias com sua presença sempre célebre. Fico muito feliz de relembrar os dias que tive aulas com ele. Além de um excelente professor ele se tornou um lindo amigo.
Caroline Lazzarotto (Atriz) |
O Zé é meu pai no teatro. Foi segurando a mão deste grande mestre que dei meus primeiros passos nas artes cênicas há mais de 20 anos atrás. Impossível não ficar totalmente apaixonado pela magia que envolve este oficio depois de ter sido aluno e ator deste homem do teatro.
Claudio Benevenga (Ator e diretor) |
Eu tinha uns 20 e poucos e queria ser atriz... e existia o Zé Adão Barbosa e sua Cia das Índias! então eu fui lá fazer uma oficina
porque queria aprender e fazer sucesso. aprendi que precisava aprender a aprender e esquecer esse papo de sucesso, que isso
só viria de um jeito: com trabalho árduo. aprendi que vocação é mais importante que talento e aprendi a importânica de um mestre.
então, o Zé Adão não me ensinou a voar... ensinou como ter asas. tudo com muito rigor e com uma doçura que só conseguia ver quem estivesse com os olhos bem abertos pra arte.
Cléo de Páris (Atriz da Cia Os Satyros) |
O Zé é um cinéfilo apaixonado por teatro e boa música.
É onde Mike Nichols se mistura a Tchekhov, Elia Kazan apresenta Tennessee Williams, e Marlon Brando encontra Nelson Gonçalves.
O respeito que ele alimenta pela interpretação é transmitido de forma direta e aguda pra todos os seus alunos e amigos.
E um profissional orgulhoso da própria terra, das suas `crias`, de uma Porto Alegre que deve muito a este artista que investiu o coração nos palcos.
Aulas (e espirituosos bate-papos) fundamentais na minha busca por absorver o sério desafio de se divertir num tablado ou num set de filmagem.
Daniel Bacchieri (jornalista e ator.Aluno desde 2003 ) |
O Zé foi o responsável pela paixão que tenho pelo teatro, foi com ele que tive a primeira oportunidade de estar no palco profissionalmente. É como um bruxo que sabe tirar o melhor dos atores. Cheio de referências é extremamente inteligente, culto e muito espirituoso, além de se um grande ator. Fizemos trabalhos lindos juntos.
Te adoro Zé e obrigada por tudo! mil beijos!
Daniela Schmitz (Atriz) |
O Zé Adão é, com certeza, uma das pessoas mais importantes nesse meu engatinhar de carreira. Tenho-o como uma figura paterna, que recebeu-me de braços abertos, tomou-me pela mão e mostrou-me o caminho a seguir, alguém a quem sempre pude recorrer e que sempre esteve disposto a me ouvir, aconselhar e até dar puxões de orelhas, alguém que me ensinou lições de arte, mas principalmente lições de vida.
Se engana quem pensa que ele é só um ator, diretor e professor de teatro (o que já seria muito). Zé Adão é um formador de seres-humanos, um transformador de homens, um orientador de caráters; isso faz dele um legitimo Mestre. Um verdadeiro pai. E eu tenho muito orgulho de ser um de seus 'filhos'.
Eder Ramos (Ator) |
Generosidade é uma das coisas que mais admiro nas pessoas. Em um artista, então, ela deve vir em primeiro lugar.
Porque generosidade não é apenas dividir o que se sabe, mas também ter a coragem de dizer que não se concorda com isso ou aquilo, ou que se você for por determinado caminho irá talvez tropeçar.Eu tenho uma lembrança de o Zé me dizer algumas coisas certeiras que, no momento em que foram pronunciadas, de certa forma, me cortaram o coração. Guria nova... Só hoje, anos depois, eu entendo o que ele queria dizer...E só agradeço...
É um mestre. De verdade. Grande pessoa. Gigante coração!
Amo!
Elisa Volpatto (Atriz) |
Conheci o Zé Adão em Setembro de 97, ele foi meu primeiro professor, talvez a primeira pessoa com quem falei sobre teatro, atuar, essa vida...
Com o passar do tempo o relacionamento entre criador e criatura vai mudando. Já concordei completamente, já discordei completamente, saí pelo mundo.
Até que em Dezembro de 2010 nos reencontramos e pudemos inclusive contracenar. Algo especial pra mim, pois contracenei com meu primeiro mestre. Mas o que mais me chamou a atenção foi o carinho do Zé: no set de gravação, dos vários atores que passavam, muitos haviam sido alunos dele. E ele dizia isso não com possessão, ou buscando mérito por nós, mas apenas carinho. Passava um e ele dizia: “esse é meu filho”, passava outro, ele dizia: “começou comigo” e assim foi com muitos dos atores que estavam nesse trabalho.
Então Zé, quero te agradecer por esse carinho e dar os parabéns pela tua trajetória.
Felipe Monaco (Ator e Diretor) |
"Me cansa essa vida de artista, mas cada vez o prazer é maior", cantaram Elis Regina e Rita Lee juntas. Pois a minha vida de artista teve um ponto de virada e transformação quando conheci Zé Adão Barbosa. Essa transformação, como a montagem de um espetáculo, não se deu imediatramente, mas, sim, com trabalho, cuidado, dedicação e a educação necessários. Tive a honra de conhecer e me relacionar com o Zé professor, diretor, colega, mentor, amigo e pai teatral. Generoso, ele não apenas passa adiante todo seu conhecimento, mas também tem a sabedoria de preparar seus filhotes para essa cansativa vida de artista. E, com isso, me ensinou a vivê-la com cada vez mais prazer!
"A festa é boa, mas os preparativos também são!", me disse ele durante os ensaios da peça Melodrama, que montamos juntos. Carrego essa frase sempre comigo e, nos difíceis dias de ensaio, me agarro nela.
Fernando Zugno (produtor cultural e ator) |
O que é teatro? Resuma em uma palavra! Zé lançava com
sua voz precisa logo no primeiro dia de aula. E, depois das mais afoitas respostas, começava: Jogo! Não existe teatro sem jogo! Do jogo ao olhar, ação, reação, intenção, inflexão, palavra. E daí, sem mais delongas, para o palco. Para o público, sempre. Era tão vivo aquele caminho, tão possível. Desde os pés descalços do aquecimento até o retoque do batom na coxia, teatro com o Zé sempre foi um jogo cheio de sentido e maravilhoso de se jogar.
Florencia Gil (Diretora e Produtora cultural) |

Sem gre gre pra dizer gregório : o Zé Adão nos ensina através da vida cotidiana , num discurso acessível , e se faz entender por todos. Melhor : quando é preciso , ele nos demonstra !! E me perdoe a metodologia tradicional , mas o 'demonstrar' é mais do que revelador pra quem nunca pisou num palco. Então imaginem vindo de um ator como ele . Talvez esteja aí o segredo, um professor que te empurra pra ação. Pro precipííííício. Na coxia, minutos antes : ‘O que que eu tô fazendo aqui ?’ Isso é adrenalina de bungee jump !! E aí vem mil personagens , nas aulas, na rua, espontaneamente , ou nos trabalhos . O Zé valoriza o olhar do ator- jovem ou não - que subverte, que propõe algo novo. O inusitado sempre foi bem-vindo. ( Medéia e Jasão se resolvendo enquanto comem uma macarronada. ???) E o melhor vem quando vemos tudo o que ele nos ensinou, aplicado ao próprio trabalho. No Palco . Baaahhh , funciona mesmo hein ??!!! .
Agora o tom confessional : na pior das hipóteses, o Zé me resgatou de uma carreira científica medíocre , e me puxou pra esse fantástico mundo da suspensão nonsense indescritível. E fora isso, ele é da minha família, mas daquelas melhores, das famílias que a gente escolhe.
Giovana de Figueiredo (Atriz e dramaturga) |
Tenho orgulho em dizer que o Zé Adão Barbosa foi um dos grandes responsáveis por me ensinar a eterna busca que consiste ser uma atriz no significado maior que este caminho possa ter. Suas palavras nem sempre macias, porém sinceras, transparecem a paixão no olhar atento e sensível de quem se importa com o trabalho do ator e com toda a arte que se proponha honesta e genuína. Na vida, uma pessoa generosa que vai além dos adjetivos que acompanham seu nome em matérias de jornal, o Zé se tornou uma referência de artista e ser humano a ser seguido enquanto eu viver.
Gisela Sparremberger (Atriz) |

Acho que eu nunca tinha ido ao teatro antes - talvez tenha visto uma peça no colégio uma vez -.
E então passou pela minha cabeça, por um segundo, a louca ideia de ser atriz; perguntei ao Google e ele respondeu: Zè Adão Barbosa. Eu, na minha santa ignorância, nem sabia que era esse cara, mas gostei do nome, muito mesmo, e resolvi estudar com ele.
Na primeira aula: pavor. Tinha uma brincadeira de se apresentar em terceira pessoa, como se fosse um convidado importante, e pior: no palco! Entrei em pânico, subi no palco e não consegui falar uma palavra sequer; jurei nunca mais voltar, e voltei. E assim foi, nos dois anos seguintes, esse jogo de amor e ódio com tudo principalemente comigo mesma.
O Zé não me apresentou só o teatro, ele me apresentou a arte e principalmente a vida; ele me levou ao meu quarto de infância e me fez resgatar minha criança.
Na minha última aula do Formação, o Zé me disse: ""mas olha só pra ti, chegou aqui era um rato agora tá aí, enchendo o palco enlouquecida de Blanche Dubois"; foi meu primeiro elogio... (risos)
Eu queria poder voltar ao tempo em que era esse rato sendo alimentado diariamente por uma velha raposa dos palcos.
Obrigada Zé!!!
Guega Peixoto (Atriz) |
Nestes tempos em que o Teatro Físico tem predominado no método de criação de novos atores e diretores, Zé Adão Barbosa é uma referência, pelo menos para mim, da importância da formação intelectual e cultural de um artista. O Zé sempre nos lembra que o conhecimento é um parceiro (e não um inimigo) da experiência cênica. Para o ator transgredir, é preciso saber onde se vive, o que se fala, porque se reage. E todo mundo que passou pelo Velho, seja em suas célebres aulas ou nos memoráveis encontros de amigos, se lembra com carinho da lição e entende o porquê dele ser um mestre em cena e na vida.
Gustavo Susin (Ator) |
Cheguei às aulas de Zé Adão por acaso pelas mãos de uma colega de trabalho. Curiosa com o teatro, nunca pensei que me apaixonaria por este universo tão especial e que acabaria fazendo parte dele. Isso não teria acontecido se este professor não fosse tão competente e tão compreensivo dos dramas humanos. Nem os anos de universidade na comunicação haviam conseguido fazer com que eu me sentisse capaz de ser autêntica. Zé Adão me fez perder o medo do ridículo, o que me deu liberdade e me possibilita transformar os lugares por onde passo. Em troca, ele exigia apenas disponibilidade e, desde então, acreditei que tudo seria possível. Até mesmo conquistar o título de mestra em artes cênicas.
Helena Mello ( Mestra em Artes Cênicas) |
A princípio, pensei que seria fácil escrever sobre o Zé, mas agora me vejo numa “enrascada”. De qual deles falar? Do amigo? Do professor? Do ator? Do cantor? Do diretor? Do empreendedor? Do lutador incansável pelas causas da arte? Do pai afetuoso de seus amados cães, gatos e de seus milhares de alunos?
O Zé Adão Barbosa é tudo isso e muito mais. Um grande ator, apaixonado pela arte em suas diversas formas, com uma capacidade enorme de compartilhar tudo o que tem e o que sabe com quem demonstrar algum interesse. Dono de um senso de humor incrível, de uma paixão por ensinar e de uma lealdade profunda para com seus amigos, o Zé é uma daquelas pessoas com as quais é bom estar junto.
Foi pelas mãos do Zé que eu subi num palco pela primeira vez. Foi ele quem me convenceu que eu poderia ser atriz, que eu deveria ser atriz. Serei eternamente grata a ele por ter me apontado o caminho.
Janaina Kremer (Atriz e Professora) |
O Zé foi o meu primeiro professor, meu mestre, a primeira pessoa que me aconselhou no teatro, e que me disse coisas que não foram fáceis de ouvir, mas muito importantes, que levo comigo até hoje. com ele eu aprendi coisas que não aprendi com mais ninguém. um grande formador de atores, uma referencia para a minha geração. só dá pra dizer obrigado. obrigado.
João Madureira (Ator e Diretor) |
O meu primeiro trabalho em televisão, o programa Quizumba, no longínquo anos de 1981, já tinha a participação do Zé Adão. Desde lá trabalhamos juntos em muitos filmes, séries, programas e espetáculos e o Zé Adão continua sendo um dos meus modelos de profissional, tanto como ator, quanto como diretor e professor.
Ele tem um grande talento e generosidade
para compartilhar o que sabe. E sabe muito.
Jorge Furtado (Jornalista e Cineasta) |
|
Juliano Rossi (Ator) |
O Zé foi a pessoa que abriu meus poros para a arte. A sensação que ficou quando lembro da época em que vivi ao seu lado foi como a de um bebê que pisa pela primeira vez na terra molhada. Ele me ensinou a explorar meu corpo de uma forma nova e enxergar o mundo em diferentes sintonias. Graças ao Zé o conceito de feio se fez belo e o de belo `as vezes feio.
Querido mestre, quero que saibas que tenho um carinho imenso por ti e aproveito pra dizer do fundo do meu coração: OBRIGADA.
Kika Martinez (Atriz e VJ MTV) |
Há dez anos, em minha vida, entrou em cena Zé Adão Barbosa, o Zé Adão, o Zé... Entrei numa sala, com mais de vinte pessoas à espera da entrada do cara. Ele entrou, com uma luz singular, que nunca mais se apagou. Uma pessoa extremamente cativante e enlouquecedora. A princípio não consegui entender o que aquele homem queria, e certamente tantas outras pessoas já passaram por isso. Um ator de incrível talento, um mestre incansável, que consegue usar sabiamente seu conhecimento e sua experiência, não apenas para ensinar, mas para fazer ver... enxergar. Um ser humano que tem valores e seu valor, não quer agradar ninguém, apenas estar no mundo, ver e ser visto. É difícil conhecer este homem e achar que ele é “legal”... É um momento de “flash”, quem viu fica um tempo tonto, desorientado. Mas depois, tem uma calmaria, que faz com que os minutos sejam apaixonantes. Conversas de conhecimentos intelectuais, e de inteligência emocional, horas de planos, e muitas, muitas realizações.
Larissa Sanguiné (Atriz e professora ) |
Eu tive a sorte de me iniciar no teatro pelas mãos de Zé Adão Barbosa, ele consegue mostrar de uma forma muito generosa esse ofício que é capaz de mudar corações e mentes. E mais do que ser ator o Zé me mostrou o que é de fato ser um artista atuante e atento ao mundo.
Leo Maciel (Ator e Diretor) |
Recém formado em Ciências Contábeis na PUC e cansado da rotina de trabalho em uma empresa distribuidora de alimentos em que trabalhei muitos anos, fui procurar um curso de teatro sem a menor pretensão de ser ator, isso em 2002. Foi aí que conheci o Mestre Zé Adão Barbosa, que com seu conhecimento e amor pelo teatro me contaminou. Hoje não consigo viver muito tempo sem estar em cima de um palco, vivo constantemente com o teatro na veia. Valeu Zé!
Leonardo Barison (Ator) |
Hoje durante os ensaios do filme do Tabajara Ruas “Senhores da Guerra”, me vieram à cabeça vários ensinamentos teus. É incrível, já se passaram mais de 15 anos, e ainda lembro com muita clareza das coisas que aprendi contigo. O maior de todos os ensinamentos com certeza é a responsabilidade e o respeito com meu oficio. Que aprendi a amar.
Tem dias que me pego com uma certa preguiça, e lembro das tuas palavras, e isso me enche de coragem, e paixão. Essa paixão que aprendemos a inventar, a resgatar de dentro dos nossos sonhos. Aprendi a sonhar dentro de um teatro chamado “Clube de Cultura”. E lá encontrei minha gente, meu povo. E me senti um ator.
Tem uma poesia que me disseste um dia, que levo como meu norte.
Para ser grande sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda brilha,
porque alta vive.
(Fernando Pessoa)
Obrigado meu mestre.
Que está fonte nunca seque.
Leonardo Machado (Ator) |
|
Lisandro Belotto (Ator) |
Zé Adão é para mim, e para todos que já foram seus alunos, muito mais do que um professor! Ele é um mestre e amigo para a vida toda! É sempre maravilhoso trabalhar e poder aprender com ele, que tem a experiência de muitos anos nesta vida fantástica que é a vida do teatro! Sou louca por ele!
Livia Perrone (Atriz) |

Zé Adão Barbosa foi e sempre será um mestre na minha vida. Cheguei em Porto Alegre em
2002, com mais quatro amigos diretamente de Minas Gerais, sem conhecer ninguém a procura
de algum lugar que nos matasse a sede de teatro, pois mesmo perto de Belo Horizonte e São
Paulo, ainda não havia achado esse lugar. Me lembro quando fiz o teste
pro curso de Formação de atores e o Zé ficou encantado com o nosso figurino, com estilo
mineiro, bem barroco. Conseguimos passar no teste e ainda ter todo o apoio pra conseguir
ganhar dinheiro e sobreviver em Porto e poder cursar a escola. Conseguimos emprego
dentro da escola mesmo, trabalhando por permuta e ainda fazia pão caseiro pra vender aos
alunos e colegas. Durante um ano que estudei, recebi muitos conselhos e aprendi muito
com o professor e o ser humano Zé Adão. Ele tem um grande conhecimento de teatro e sua
experiência de vida foi uma grande aula. Enquanto eu estive ao lado dele na escola em 5
anos trabalhando, Zé sempre indicava, testes e trabalhos na área teatral, no qual tive muitas
experiências e fui construindo minha carreira. Depois mesmo quando sai da escola e comecei
a trabalhar profissionalmente, ele sempre esteve presente na minha vida. Tenho orgulho de
dizer que ele foi o padrinho da minha carreira gaúcha e sei que poderei contar sempre com
ele, pois além de ser um ator maravilhoso, um professor inesquecível é com certeza uma
pessoa generosa, sincera e com um coração enorme. Muito obrigada por tudo!!!
Luciana Rossi (Atriz) |
Zé Adão Barbosa é um dos mais categorizados profissionais do teatro gaúcho. Ator extraordinário, professor exemplar, é uma sorte que coloque seus dons e seu imenso talento a serviço da comunidade. Qualquer curso ministrado pelo Zé é garantia de excelência e qualidade. Seus alunos o adoram. Seus colegas o respeitam. E muito poucas pessoas trazem, inata, a qualidade de iniciar aqueles que têm dificuldades de
comunicação e oratória para que esse quadro se transforme. Com Zé Adão, eleva-se o padrão técnico do ensino. Com Zé Adão, os cursos de ensino atingem o patamar mais alto da atividade. Zé Adão e qualidade são sinônimos.
Luciano Alabarse (Diretor do PoA Em Cena) |
Eu fui aluno do primeiro curso de teatro do Zé Adão e foi com ele
que atuei em minha primeira peça profissional: o infantil a Gata
Borralheira. Estava surgindo a Cia das Índias, que logo depois se
consolidou com o Despertar da Primavera, onde eu era um dos
protagonistas, o inquieto e angustiado Moritz. Foi com o Zé Adão
que eu me senti um ator de verdade pela primeira vez, e aprendi
a ter conscïência da responsabilidade que é atuar. A gratidão,
admiração, respeito e orgulho que tenho pelo Zé (meu querido Zé!
) é imensurável. E vou carregar comigo pra sempre, com muito
carinho.
Luciano Mallmann (Ator e Publicitário) |
O Zé sempre me esclarece várias coisas sobre o teatro, mas muito também sobre a vida. conhecê-lo foi como encontrar um livro com todas as informações que eu precisava sobre um pouco de tudo! Meu mestre, sempre me ensinou a ser uma pessoa e uma profissional disciplinada, e a acreditar mais em mim, e no meu trabalho.
Muito do que sou, faço, falo, leio, escuto e acredito hoje, devo a ele. Sensacional. Muito obrigada, Zé!
Manu Menezes (Atriz) |

Minha vida se cruzou com a do Zé no final dos anos 80, quando eu estava ávida por fazer cursos de teatro e ele se aventurou a dar seu primeiro curso. já era sua fã e não exitei. na primeira aula recebi um trecho de "quem tem medo de virgínia Woolf? ", fui pa casa decorei, e me atirei de corpo e alma neste primeiro exercício. quando terminamos a cena ele me disse: - onde estavas esses anos que não te encontrei antes???
nossa, era tudo que eu nem sabia que queria ouvir...fiquei um pouco tímida, mas completamente envaidecida. aí tudo começou.
foram poucos anos, perto da trajetória deste grande artista, mas anos fantásticos.
ensaiamos na sala da minha casa, carregamos cenários, montamos figurinos, criou-se o Cia das Indias. Num dado momento a produção de publicidade me desviou dos palcos, mas os ensinamentos de seriedade, trabalho coletivo, cumplicidade com ser humano, fidelidade seguiram e seguirão comigo pra sempre. isso se aprende no teatro, isso tive a sorte de aprender com Zé Adão Barbosa. um dia vamos voltar a nos encontrar nos palcos, lado a lado, tenho certeza.
Marcia Belloc (Atriz e Produtora ) |

Zé Adão Barbosa sempre foi um grande artista empreendedor, desde o começo de sua carreira. O conheci no meio publicitário, eu produtora de comerciais em uma agência, e ele ator-cantor, um dos nomes que mais gravava, já que era dono de um invejável arsenal de timbres de personagens - meu absoluto fascínio até hoje. Mais tarde soube que ele ministrava oficinas de teatro pra iniciantes e fiz umas quantas até ser convidada pra integrar a Companhia das Índias, quando conheci suas facetas de diretor, encenador e produtor, e onde atuei, cantei, produzi e fui assistente de direção. De perto notei que ele sempre perseguiu e inventou fontes alternativas de trabalhos artísticos rentáveis, incentivando o mesmo a quem com ele estuda ou trabalha. Logo passei também a fazer locuções e gravar jingles, e mais tarde teatro para empresas. Depois, trabalhei com outros diretores atuando em musicais e em seguida me dediquei exclusivamente à música - sem jamais deixar de amar o teatro, estimulada pelo também diretor Luciano Alabarse, a quem Zé sempre reverenciou.
Como um bom pisciano, Zé Adão é amor e fúria: exigente, generoso, intenso, sensível e inovador. Gosta de trabalhar com jovens e descobrir novos talentos, pois como professor ou diretor lhes entrega sua paixão e devoção pelo ofício do ator, daqueles que amam o palco e respeitam platéias de qualquer tamanho. É dono de um gigantesco coração, onde cabem seus pupilos-amigos de todos os tempos e, orgulhoso, vibra com o sucesso daqueles que revelou. E ainda por cima, criou a Casa de Teatro, o melhor lugar pra quem quer se formar ator, e de quebra nos presenteou com o mais interessante boteco multiartístico da cidade. Desde os bons tempos que estive com este Senhor das Artes, carrego comigo ensinamentos de que amizade e profissionalismo podem andar juntos.
Marisa Rotenberg (cantora, atriz e preparadora vocal) |
Muitos ensinam teatro em suas teorias e práticas, mas acho que poucos podem te ensinar a ter ética e respeito pela nossa profissão como o Zé!
Pitty Sgarbi (Atriz) |
Tenho a impressão de que algumas raras pessoas recebem fardos especiais do destino. No caso do Zé, é clara a sua missão, seu empenho e sua vocação para formar artistas competentes e despertar talentos. Vejo muito o Zé Adão como um Yoda das artes cênicas, um pajé urbano que orienta os jovens aspirantes, do ofício à postura profissional e à ética, até introduzi-los à vida adulta.
No meu caso, enquanto estive sob sua tutela, ele cumpriu o papel de uma figura paterna, carinhosa mas exigente, de quem ganhei apoio e até nome. E, apesar da distância, hoje, continuo fã do Zé mestre, do brilhante artista, que sempre me serviu de inspiração e da generosa pessoa, pela qual tenho muito afeto e gratidão.
Rafael Pimenta (Ator) |
Tive meu primeiro contato com o teatro pelas mãos do meu mestre Zé Adão Barbosa no início de 2002. Foi um a cachaça! Me apaixonei pelo teatro e pelo Zé, que humildemente me ensinou aquilo que eu poderia e também não poderia aprender. Fui seu aluno também no Curso de Formação e desde então guardo um carinho enorme e eterno por esse ser humano incrível e talentoso. Obrigado pelas maravilhosas lições de teatro e, principalmente, de vida!
Rafael Tombini Kerber (Ator) |
Uma vez li em algum lugar, que o verdadeiro mestre não lhe ensina nada apenas aponta um caminho para ser percorrido. Há exatos dez anos atrás, uma menina com um desejo de ser atriz busca os ensinamentos de um ator admirado e muito requisitado também como educador. Com este artista comecei meu caminho. Hoje passados os anos, relembro com orgulho de todos os personagens que tive o prazer de conviver e que muito me ensinaram a respeito da vida e dos seres humanos. Zé Adão é personagem principal da história de uma geração de atores em Porto Alegre. É aquele que estava lá no inicio da aprendizagem, momento lindo, mas também marcado por angústias e medos. Poucos resistem a um caminho tão irregular e instável. É preciso todos os dias ter a convicção e alegria de que é esta a atividade que anima sua alma. E de que é assim que vc pode contribuir para a buniteza do mundo . Obrigada Zé, pela generosidade das tuas horas compartilhadas comigo e pela riqueza dos momentos vividos ao teu lado.
Roberta Savian (Atriz e Bailarina) |

Uma vez eu quis ser atriz. Eu criança nem sabia tudo que isso significaria e seria. Eu fui permitida, tive uma mãe generosa que me levou ao teatro, que me deixou ter aulas. E houve o dia em que ela conhece o Zé, pela TV. Eu tinha 13 anos e já vários de aulas de teatro. Então ela me levou no Clube de Cultura, na Ramiro Barcelos, e eu conheci o Zé! Era um lugar forte, cheio de cosmos. Fui aceita como aluna na Oficina de Montagem. Foi então que o universo se expandiu. As aulas era com adultos, e a seriedade do trabalho e a maturidade dos temas e das pessoas eram alimento. O Zé foi uma paixão em mim, foi o mestre responsável pela minha passagem ao mundo adulto do teatro. Havia nele um bravo poeta, sua voz e nuance poética eram guias para um mergulho mais profundo e entregue à arte. Desde sempre encontrei em seu olhar confiança. Eu o admirei lindamente por seu ser genuíno, o quis e o segui, e acho que o conquistei também. Me sinto flor de sua semente, regada com suas mãos que abriram portas em novas terras, para eu pisar e ser. Agradeço a essa jornada de vida por ter tido a sorte de ser acompanhada dele. Pois, por ele, eu conheci dramaturgia e paixão, música e voz. O Zé Adão é um ator denso e muito sensível, só de vê-lo atuar já se capta o estado de força! Também há nele a propagação do romantismo louco, que é contagiante. Agradeço a ele por ter acreditado em si e então dividido comigo e tantos artistas sua alma líquida e quente, e ter acreditado em mim, transformado minha alma e me dado de presente tanto teatro e drama, personagem e música. Foi uma honra ser Wendla! Foram muitas chances aproveitadas entre nós, multiplicações. Não há palavra que passe por meus lábios que não tenha corpo, não há corpo que passe pela história que não tenha drama, depois do Zé. Há um espaço infinito entre as mãos, dadas as palmas são multiplicação, aplauso, evocação! Há entre as almas um cordão invisível e presente, por onde correm desejos. Entreguei minha palma ao Zé Adão e recebi um laço histórico, amarrado à sua vocação, foi conexão, conhecimento. Nesse fio construí alimento, desatei transformação!
Sissi Venturin (Atriz) |
Zé Adão Barbosa... grande professor, grande amigo. Exigente e surpreendente, não tem papas na língua: diz o que for preciso na hora, para o bem ou para o mal. Verdadeiro mestre. Fui sua aluna no ano de 2005. Cheguei tímida, até que, na primeira avaliação, depois de ter apresentado uma cena onde representava uma louca, ouço: "Chegaste de mansinho, mas eu sabia que tu tinhas muito a oferecer, sua louca! Agora não te deixo mais em paz!". E realmente, me exigiu durante todo o ano, o que me fez render muito, aprendi demais com ele sobre presença cênica, sustentar o personagem, entre outras coisas que levarei para a vida, como atriz e professora de teatro. Tentarei ser para meus alunos pelo menos um pouco do que ele representou e sempre representará para mim".
Zé, te gosto muito! Essas palavras me fizeram relembrar o ano que passamos juntos como professor e aluna. Serás sempre um mestre e uma pessoa que guardo no coração!
Tassia Pfeifer (Atriz) |
Ingressei no curso de Formação de atores em 2006 e tive a honra de ter como um dos meus primeiros mestres/padrinhos o Zé Adão.
A partir daí, o meu respeito e admiração por esses “Zés” (Zé professor, Zé ator, Zé diretor, Zé cantor, Zé amigo, Zé pai...) vêm se multiplicando a cada ano que passa.
Conviver com o Zé, seja da maneira que for, é aprender a “viver” artista. É poesia pura!
Entre todos os ensinamentos do “velho”, um vibra mais forte. Eu aprendi a ACREDITAR e acreditar na força que o teatro tem. Na força de mudança, de cura, de revolução.
O Zé tem a alma jovem, não cansa nunca de brincar, é artista puro.
Pra ele, a minha admiração eterna, minha gratidão e meu amor.
Tatiana Vinhais (Atriz e diretora) |
Sem dúvida é uma das melhores pessoas que já conheci, minha enciclopédia ambulante. Lembro que suas aulas eram sensacionais, um bombardeio de informações, sempre dividia conosco um pouco de suas experiências e sabedoria. É um diretor incrível, impossível enganar o Velho, ele vê no olho quando o texto é dito de verdade ou não. Grande pessoa e grande profissional, meu mestre amado e inesquecível.
Thainá Gallo (Atriz) |
Recebi no início dos anos 90 o convite para integrar a saudosa "Cia das Índias" - sonho de qualquer jovem atriz da época. No histórico palco do Clube de Cultura tive o privilégio de ser dirigida por Zé Adão algumas vezes, e cada uma delas foi uma experiência única e inesquecível. Sua batuta é generosa, regada de sabedoria e doses cavalares de amor ao teatro.
Com ele entendi que ser atriz não é profissão, é sacerdócio.
À ti o meu reconhecimento, minha eterna admiração."
Valencia Losada (Atriz e Dir. Art. Theatro São Pedro) |
Zé... Meu Velho Tata...
Difícil em algumas palavras dizer tudo o que tu significa na minha vida, mas tentarei:
Mestre dedicado, amigo leal, um Pai que o Teatro e a vida me deram de presente e meu coração escolheu e acolheu.
Me ensinou a disciplina e a persistência que nosso ofício exige. Generoso, dedicado, sensível, honesto e muito verdadeiro.
Velho Tata: Te admiro, te respeito, tenho orgulho do ser humano de valor que és... TE AMO! Obrigada por tudo... Pelos ensinamentos que mudaram minha vida, pelas oportunidades, por acreditar em mim! Ter vc na minha vida e muita sorte !! Estarei ao seu lado ate o ultimo suspiro!!!!
Vanessa Garcia (Atriz e Bailarina) |

Quando penso em um ator gaúcho que inspire a minha vontade de estar nos palcos, é impossível não lembrar do Zé Adão Barbosa. Como aluno dele, em primeiro lugar, vivi uma experiência que abriu as portas da minha percepção - e os caminhos para iniciar a minha carreira também. O Zé Adão é um professor grandioso, porque além de ensinar a humildade no trabalho do ator, ele mostra que devemos muitas vezes simplesmente parar e observar a vida. E, assim, perceber o ser humano. No meu caso, ainda posso citar a auto-confiança que o Zé me fez ter - principalmente quando acreditou em mim como ator e me escolheu para dar vida ao Nagg, pai do personagem feito por ele em Fim de Jogo. Tenho uma gratidão imensa por ter recebido esse presente e trabalhado no texto de Samuel Beckett ao lado de quem tão bem conhece a obra do dramaturgo irlandês. Também foi o Zé Adão quem dirigiu a minha primeira peça infantil, mais uma vez me fazendo conhecer um mundo novo e apaixonante. Volto à primeira linha para ilustrar o que eu penso do Zé: ele me inspira a respirar o palco - o puro teatro! E escolheu fazer aquilo que nasceu para fazer. Que bom para todos nós.
Vinícius Meneguzzi (Ator) |
Conheci o Zé em 2005, como professor, e já admirava muito a maneira com que ele nos instruía todos os sábados de manhã. É um homem apaixonado pelo que faz, interessado pelo progresso de seus alunos e sempre buscando a renovação do seu teatro. Em 2007, no Formação de Atores, além de professor ele passou a ser meu amigo, e é assim que o considero até hoje! Além de tudo isso é um anfitrião de primeira, ele e seus bichanos encantadores estão sempre com as portas abertas para receber os amigos e garantir bons momentos!
Vivian Salva (Atriz) |

Eu tenho um orgulho gigantesco em falar que eu sou um dos filhos do Zé Adão Barbosa. Em sua formação, um ator passa por inúmeros professores, métodos e estilos de interpretação. Fazemos cursos e oficinas ao longo de toda vida. No mesmo dia, o ator pode ensaiar o método “x” de preparação para cinema e logo depois ter uma aula de interpretação com um renomado ator inglês. São inúmeros métodos, mestres, estilos... Entretanto, como em qualquer outra arte, temos apenas 1 pai. E eu tive a sorte e a honra de cair na família Zé Adão Barbosa.
Dos ensinamentos desse paizão tem uma frase em especial que não sai do meu mural: “Que tamanho de ator você quer ser?”. Freqüentemente essa frase ronda minha vida e serve de estimulante para minha carreira. Também devo a esse pai a primeira letra de música que decorei em minha vida. Antigamente, eu não sabia a letra de nenhuma canção... Entretanto tudo mudou depois de “Lua Branca”, maravilhosa composição de Chiquinha Gonzaga e carro-chefe das aulas de preparação vocal do Zé.
E com a memória afetiva repleta de recordações e um subtexto emocionado que canto: “Ó, lua branca de fulgores e de encanto. Se é verdade que ao amor tu dás abrigo. Vem tirar dos olhos meus o pranto. Ai, vem matar essa paixão que anda comigo.
Yheuriet Kalil (Ator) |